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A terra onde nasceu o marechal Floriano

   Lugar paradisíaco, com o verde predominando por todos os lados, uma igreja secular, praia bela, casas de pescadores, gente simples nas calçadas e uma historia ricas em detalhes que se inicia no século XVIII. Assim é Ipioca, o bairro-distrito de MACEIÓ, que é conhecido em todo país, como a terra onde nasceu o Marechal Floriano Peixoto, o segundo presidente da República.
   Terra rica em cal, fornecia esse produto para varias partes do Estado, até que a retirada já provocava erosão, e o governo proibiu a exploração. O bairro ficou dependendo só exclusivamente do coco e da pesca. Antes, muitos moradores trabalhavam na fábrica de tecidos de Saúde, desativada a cerca de 10 anos.
   Mas Ipioca cresceu em sua beira-mar, com a construção de casa de veraneio. A parte alta, continua intacta, com suas casas antigas, a Igreja de Nossa Senhora do Ó, a praça com o busto do seu filho ilustre, Floriano Peixoto, o marco edificado no local, onde ele nasceu e o bonito visual da praia
   Os mais antigos lembram que durante a Invasão Holandesa, Ipioca ficou como centro de observação, por estar situada num ponto estratégico, com vista panorâmica para o mar. A Igreja, originou-se de um forte, construído pelos portugueses. Foi aproveitado toda a estrutura, e o túnel que eles construíram desapareceu.
   Ipioca tem seu dia-a-dia como uma cidade de interior. Personagens como a parteira Joana dos Santos, que continua atuando; o vendedor de frutas Jones Gomes; o tirador de coco, Paulo Francisco e Edésio Pereira, dono do cartório. Todos vivem numa comunidade tranqüila, com a brisa do mar soprando dia e noite.

A lenda do santo caminhante

   Os católicos de Ipioca contam como se fosse verdade, a historia da imagem de Santo Antonio que caminhava entre a Igreja de Nossa Senhora do Ó e a capela do Engenho Velho. São detalhes que entusiasmam os mais devotos, como dona Maria de Albuquerque, que fala com entusiasmo do santo e de Nossa Senhora. Em dia de procissão os fiéis carregam a imagem dos dois. A própria historia da Igreja Secular, também é uma lenda, mas contada como se fosse verdadeira. Dizem que sua construção deve-se a uma promessa feita pelos portugueses, que, devotos de Nossa Senhora do Ó, se perderam no mar, e foram salvos. Ao chegarem em terra firme, construíram a Igreja no alto do local que depois virou o povoado de Ipioca. Dona Maria Albuquerque, também fala do túnel que havia entre a Igreja e o rio Lancha. Nesse rio, Santo Antonio navegava entre o Engenho Velho e o povoado. Ele ficava na capela do engenho, que foi derrubada. A imagem terminou na Igreja de Nossa Senhora do Ó. Mas, segundo a lenda, ele sempre voltava para o antigo lugar. As duas imagens terminaram na mesma igreja.

Na falta de maternidade, dona Joana faz o parto

   Ela já perdeu a conta de quantos partos já realizou. Aos 64 anos, dona Joana dos Santos, analfabeta, lavadeira e pescadora, é a parteira de Ipioca, que não possui maternidade. Faz o parto e geralmente da o nome a criança, que sempre cresce chamando-a de madrinha. Sempre tem gente batendo a sua porta a qualquer hora. E sempre acontece de ser pela madrugada. Dona Joana confessa que não tem inveja de medico. Desde adolescente que é parteira, ainda quando morava em São Luiz do Quitunde.
   Ao chegar em Ipioca, a cerca de 40 anos, continuou no seu ofício, chegando a salvar muitas mães e crianças. Até partos complicados, que se fosse numa maternidade, terminaria numa operação cesariana, ela consegue reverter, e fazer normal. Seus equipamentos são tesouras e luvas. Lava a tesoura com álcool, e cai em campo. Faz partos tanto no bairro como nos sítios e fazendas da redondeza. Sua experiência chama a atenção de muita gente, inclusive estudantes de medicina e enfermagem, que chegam a pedir-lhe para ensinar-lhes como se faz um parto tão rudimentar e rápido, sempre com sucesso absoluto. Costuma colocar nomes nas crianças. Geralmente é nome de santo. Quando nasce com o cordão umbelical todo contornando o corpo, se for homem tem de se chamar José, e se for mulher, Maria. Mas se nasce do dia de Santo Antonio, vai se chamar Antonio.

Nos botecos e nas calçadas o dia-a-dia dos moradores

   Quem chega a Ipioca, em sua parte principal e mais antiga, imagina-se numa típica cidade do interior alagoano, com gente simples nas calçadas, “jogando conversa fora” e os boêmios, nos botecos, tomando sua pinga com caju ou a cerveja gelada. Em noite de lua cheia, um espetáculo de natureza, com o mar lá embaixo e os coqueirais. Do alto os moradores avistam as mansões a beira-mar e o intenso movimento de veículos da AL-101 Norte em demanda a Paripueira e outras cidades, até a fronteira com Pernambuco. Os moradores sabem que foi ali que nasceu Floriano Peixoto. As crianças aprendem nas duas escolas públicas do distrito, que o ilustre conterrâneo, foi o segundo presidente da República, e era conhecido como “marechal de ferro”. Em dia de festa da padroeira, todos saem em procissão, fazem a festa na praça, com parque de diversões, rezam a novena na igreja e pagam suas promessas a Nossa Senhora do Ó. Todo o ritual é seguido a mais de um século, e sempre com a mesma devoção. Os organizadores se desdobram no trabalho, mas tudo sai como “manda o figurino”. Sem opção de trabalho fixo, os moradores sobrevivem pescando, tirando coco ou vendendo frutas na beira da estrada. O comércio é restrito a poucas mercearias, duas padarias e alguns botecos, onde a pinga faz esquecer por alguns momentos o sofrimento do dia-a-dia.

Texto: Jornalista Jair Barbosa Pimentel

Pesquisa e Foto: José Ademir 

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